segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O Golpista do Ano

O Golpista do Ano é um filme diferente, é do tipo que não irá agradar a todos: tem um ritmo um tanto parado, não chega a se definir nem como comédia, drama ou ação, e tem cenas de amor homossexual que podem ofender os mais conservadores.
O filme, dirigido por Glenn Ficarra e John Requa, fala da vida do trambiqueiro Steven Russel, interpretado com maestria por Jim Carrey. A história sobre seus golpes e sobre como fugiu inúmeras vezes da prisão se desenvolve paralelamente com a história de seu amor por Phillip Morris (Ewan McGregor), um homem que conhece na prisão.
O filme recebeu boas críticas, McGregor está fabuloso no papel de Phillip Morris, e Rodrigo Santoro e Leslie Mann estão ótimos como coadjuvantes. O filme também ganha pontos por ser ousado e intrigante, uma “comédia” que foge dos padrões. A história, que me fez lembrar de Prenda-me se for capaz, impressiona pelo fato de ter acontecido de verdade.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Zona Verde

Em Zona Verde, Matt Damon interpreta Roy Miller, um subtenente do exército americano que está no Iraque à procura de armas químicas. Miller começa a desconfiar que algo está errado quando os supostos locais onde as armas de destruição em massa deveriam estar estão vazios. E é então que começa sua busca pela verdade e ele se vê dentro de uma rede de intrigas.
O filme já começa a mil por hora, chega a ser um tanto confuso no início, fiquei até um pouco tonta. Zona Verde se desenvolve num ritmo frenético, tem tomadas rápidas e por vezes muita informação. É um filme de ação que retrata a guerra no Iraque e a participação do governo e da imprensa no conflito. Como num bom blockbuster, não poderia deixar de trazer uma lição de moral no final: um cidadão iraquiano diz a Damon “Não é você que decide o que acontece por aqui”.
Em minha opinião, existem filmes de guerra muito melhores e, para apreciar o trabalho do diretor Paul Greengrass, vale mais a pena assistir aos dois últimos filmes da trilogia Bourne.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A Última Música

A história é velha conhecida nossa: mocinha rebelde se apaixona por mocinho bom e de família rica quando, contra sua vontade, vai passar o verão na casa de seu pai. Um enredo que com certeza já foi visto milhares de vezes e nas formas mais variadas. Um romance de verão cheio de clichês, que faz jus ao gênero.
Porém, embora seja um pouco previsível, A Última Musica acertou na medida. Ao contrário de Dear John, do mesmo autor, que assisti e não derrubei uma lágrima sequer, o filme, que traz a ex-atriz mirim Miley Cyrus no papel principal, me deixou com os olhos cheios. As lágrimas não chegaram a escorrer como em Diário de uma Paixão, também de Sparks, mas, o filme mexeu comigo como espectadora.
Dirigido por Julie Anne Robinson, A Última Música é leve, suave. Entre os pontos negativos está o exagero: o mocinho, interpretado por Liam Hemsworth além de jogar vôlei e vencer, trabalhar como mecânico e voluntariar no aquário da cidade é, ainda por cima, milionário. Entretanto, não esqueçamos que o filme é baseado em uma obra de Nicholas Sparks, e estas características do personagem fazem parte de seu estilo.
O autor, como na maioria de seus livros/filmes, também explora os laços familiares, é numa relação familiar que geralmente encontra-se o desfecho da narrativa. Neste caso, a relação pai e filha é abordada, e a história de amor entre os personagens de Hemsworth e Cyrus serve apenas de pano de fundo para a verdadeira história de amor que o filme quer mostrar que é aquela de um pai, interpretado com muita classe por Greg Kinnear, por sua filha.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Querido John

Nicolas Sparks é um dos escritores mais lidos nos Estados Unidos, seus romances melosos estão na mesa de cabeceira de milhares de mulheres não só de lá, mas do mundo todo. Muitos de seus livros têm sido adaptados para o cinema. Entre os filmes inspirados nas obras de Sparks, o que mais gostei foi Diário de uma Paixão, fiquei chorando durante dias seguidos depois de assisti-lo e ainda me emociono quando está passando na TV. Entre eles, há também o romance Um Amor para Recordar, estrelado por Mandy Moore, muito apreciado especialmente pelo público jovem, muitas de minhas alunas adolescentes consideram esse o filme “mais lindo do mundo”, e é mesmo uma gracinha. Já Noites de Tormenta agrada um público mais maduro. Na realidade, existe um filme de Nicholas Sparks para cada tipo de mulher.

Nesta semana assisti Querido John, baseado na obra do autor. Outra vez, tive a oportunidade de ver Amanda Seyfried no papel principal e creio que gostei mais deste papel para ela, embora em algumas cenas achei que estava vendo a mesma personagem de Cartas para Julieta. Sobre o filme, que tem direção de Lasse Hallström, o que posso falar, é que ele segue bem o estilo do escritor. É bom, mas com certeza não chega aos pés dos primeiros filmes citados acima. É um pouco mais pueril que os outros.

Channing Tatum faz o papel de John Tyree, um soldado que está e licença e se apaixona antes de ter que voltar a servir. Quando volta ao trabalho, passa a manter um relacionamento por cartas com sua amada Savannah (Seyfried). Querido John apresenta algumas características dos filmes baseados nas obras de Sparks, além das cartas é claro, está também o fato de um personagem ser de nível social e/ou cultural diferente do outro e a forte interferência da família, seja ela positiva ou negativa. Neste, a relação pai e filho é explorada e é sem dúvida o ponto alto do filme, Richard Jenkins está ótimo no papel do pai e, se me emocionei em alguma parte, foi com ele. Acredito que no filme tudo funciona como deve ser, bem linearmente, deve ser por esse motivo que meu olhos não ficaram nem úmidos. O que faltou, em minha opinião, foi um pouco de emoção, tanto no retrato do amor dos dois protagonistas como na maneira como a guerra é mostrada.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Plano B

Plano B marca a volta de Jennifer Lopez às telonas. A cantora-atriz, que ficou afastada do cinema por conta de sua gravidez de gêmeos, interpreta Zoe, uma mulher que, imaginem só, está grávida não de um, mas, de dois bebês. Suponho que não deve ter sido complicado para J.Lo interpretá-la, já que sentiu na pele o que é uma gravidez gemelar, talvez por isso, que ela o faz com tanta graça e carisma.

O filme, com direção de Alan Poul, fala sobre essa mulher que, cansada de esperar por seu Mr. Right resolve começar uma família sozinha a partir de uma inseminação artificial. O único problema é que ela conhece seu príncipe no mesmo dia do procedimento. Alex O'Loughlin faz o papel de Stan, o produtor de queijo por quem ela se apaixona. O filme é gostoso de assistir e garante algumas risadas. Nada espetacular, mas, muitas que já são mães poderão se identificar em algumas das cenas da gestação. É claro, porém, que apesar de Lopez ter dito que quis retratar a gravidez como ela realmente é, acho difícil uma mulher grávida se manter tão bem quanto a personagem. Plano B fala também sobre responsabilidade de se tornar pai, e de como a vida a dois muda durante a construção de uma família.

Vale a pena checar a divertida página oficial do filme em português para se familiarizar com os personagens e a trama.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Cartas para Julieta

Das comédias românticas que assisti nos últimos dias, essa foi a que menos gostei. Um “água com açúcar” que poderia ter sido bem mais adocicado se não fossem as atuações medíocres dos atores que fazem o par principal. Não acho Amanda Seyfried uma má atriz, gostei muito de seu papel em Mamma Mia, porém esse talvez, não fosse o filme ideal para ela. Falta também charme ao seu par romântico, o ator australiano Christopher Egan, e entre os dois não há química alguma. Cartas para Julieta é um filme que não traz nenhuma novidade ao gênero.

O romance conta a historia de Sophie (Amanda Seyfried), uma garota americana que vai passar as férias com seu noivo (Gael Garcia Beal) em Verona, cidade italiana que serviu de palco para historia de amor entre Romeu e Julieta. Lá, abandonada por seu homem, que prefere trabalhar naquela que deveria ser uma romântica viagem a dois, ela encontra as secretárias de Julieta, voluntárias que respondem as inúmeras cartas deixadas por mulheres do mundo todo que visitam a casa da amada de Romeu. Sophie passa a ajudá-las, e ao encontrar uma carta escrita há meio século, resolve respondê-la. A dona da carta, Claire Smith (Vanessa Regrave) decide procurar o seu o seu grande amor italiano perdido. E é ai que a história toma seu rumo. Junto a Sophie e seu neto Charlie (Chris Egan), começam a busca por Lorenzo Bartolini. O filme teria tudo para dar certo, mas, mesmo com as lindas paisagens do país da pizza, e um enredo bonitinho, não vingou. É altamente previsível. Se fosse feito da história de Garcia Bernal ou tivesse Redgrave no papel principal poderia ter sido melhor. Acho que o que faltou mesmo foi aquele amor todo que se espera ao ver-se um filme que tem como referência uma das historias mais românticas de todos os tempos...

I'm back

Este blog, que ficou às moscas nos últimos meses, vai enfim voltar à ativa. De volta ao Brasil, agora tenho tempo de sobra para me dedicar a minha enorme paixão pelo cinema. Por motivos felizes, acredite se quiser, não posso tão cedo assistir a um filme nas telonas. Creio que nenhum espectador iria gostar de chorinho de bebê ao seu lado enquanto curte um bom filme. Mas, isso não me impede de me envolver com a sétima arte na telinha da minha sala, no conforto do meu lar. Passarei é claro, a comentar somente aqueles filme que já chegaram em DVD, que são aqueles a que tenho acesso no momento. E para começar a semana bem e de bom humor, me rendi a algumas comédias românticas que são lançamentos nas vídeo locadoras.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Julie e Julia

Depois de uma semana longa e cansativa consegui parar um pouco e fazer aquilo que tanto gosto: assistir um bom filme!
Foi a vez então de Julie e Julia, que concorreu ao Globo de Ouro de melhor Comédia ou Musical e deu a Meryl Streep o prêmio de melhor atriz no mesmo evento.
Ao acabar de ver o filme fiquei com vontade de comprar um livro de receitas (preferencialmente o da própria Julia Child) e finalmente aprender a cozinhar. Fiquei com vontade também, de atualizar este blog com mais freqüência. Infelizmente, meus desejos só poderão ser concretizados quando eu voltar ao Brasil e estiver trabalhando menos.
O filme, que tem direção de Nora Ephron, trata entre outros assuntos sobre a arte de cozinhar através da história da mulher que ficou famosa por trazer a culinária francesa aos americanos, primeiro com seu livro e, posteriormente apresentando um programa de televisão. Fala um pouco também, sobre o mundo digital: Amy Adams interpreta a blogueira Julie Powel, que resolver testar as 524 receitas do livro de Child em 365 dias e registrar todas suas façanhas na internet.
Como já havia dito em um post anterior, gosto dos filmes baseados em histórias reais, sempre rola aquela olhada na Wikipedia para saber se tudo é mesmo verdade ou, até mesmo, para ir além daquilo que o filme mostrou.
Julie e Julia não me decepcionou. É um filme gostoso de se ver, sobre a vida de duas mulheres interessantes e a sua paixão pela boa comida.
Não deixem de assistir e Bon Appétit!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Bella

Existe filme para tudo: para rir, para chorar, para se emocionar. Existe filme que te dá medo, filme que o coração fica disparado o tempo todo. Tem filme para pensar e filme para não pensar em nada. Tem até aquele que te deixa com fome, com vontade de começar algo diferente, de se jogar numa aventura, de namorar.
Dirigido pelo mexicano Alejandro Gomez Monteverde, o filme Bella, lançado em 2007, se encaixa na segunda categoria. É um filme pró-vida, de uma companhia fundada por um católico fervoroso, sobre como em um dia, uma conversa pode mudar radicalmente seus planos.

Na história, um ex-jogador de futebol que trabalha como chefe de cozinha, vai atrás de Nina, uma garçonete que acabou de ser despedida, para ampará-la. Os dois passam o dia juntos e acabam tirando diversas conclusões e fazendo opções que mudarão suas vidas. O filme mostra também, o amor da família de cultura hispânica. Para quem está com vontade de ir às lágrimas, é uma boa pedida.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

My name is Salmon, like the fish


Eu esperava mais de Um Olhar do Paraíso, que conta a historia de Susie Salmon, uma menina que aos 14 anos é estuprada e assassinada e fica perambulando entre o céu e a terra enquanto sua família tenta lidar com sua morte.
Estava quase acabando de ler o livro de Alice Sebold, The Lovely Bones, quando resolvi assistir ao filme baseado no romance. Geralmente, os livros são melhores que suas adaptações para as telas de cinema, neste caso, porém, achava que o filme fosse ter um ritmo mais rápido que o livro. Me enganei.
O tema forte poderia ter sido mais bem abordado. A adaptação ao livro não é fiel. Um dos maiores erros de Um Olhar do Paraíso é não ter um gênero bem estabelecido, não sabemos se rimos, choramos ou se ficamos nervosos. O filme não se definiu nem como drama, nem como suspense. Traz ainda, efeitos visuais piegas, que não vingam, apesar de ter sido dirigido por Peter Jackson, de O Senhor dos Anéis.
Um dos pontos altos, em minha opinião, foi a interpretação de Stanley Tucci, que faz o papel do assassino George Harvey. O ator está quase irreconhecível e foi um dos indicados na categoria de melhor ator coadjuvante no Globo de Ouro. A personagem principal é também bem interpretada por Saoirse Ronan, e a produção, apesar de tudo, conta com outros grandes nomes como o de Rachel Weisz, Mark Wahlberg e Susan Saradon.